A EBSE já está se preparando para a participação na Rio Oil&Gas 2014, a maior feira de petróleo da América Latina e uma das maiores do mundo, e passa por um momento de renovação. A empresa conta com um novo diretor financeiro, Carlos Felipe de Paula Barros (foto), em substituição a José Luis Parma, que após uma longa trajetória de sucesso na companhia decidiu se afastar para cuidar de assuntos pessoais. Carlos Felipe assumiu o cargo há quase cinco meses e vem trabalhando para ajudar a empresa a manter a tradição, já centenária, de estar sempre se renovando e inovando no mercado de engenharia brasileiro.

Como estão as perspectivas da EBSE no mercado atual?

Eu acompanho a EBSE como consultor externo há oito anos e neste período vi a empresa fazer grandes esforços de diversificação de seu portfólio de produtos e de profissionalização de sua gestão, se preparando para figurar como um dos principais fornecedores de bens de capital de alta tecnologia, principalmente para o mercado de óleo e gás. Neste sentido, as perspectivas são excelentes, uma vez que este setor receberá mais investimentos do que qualquer outro nos próximos anos no Brasil, representando uma oportunidade de crescimento para nossa empresa.

Por outro lado, nos preocupa muito a delicada situação financeira de tantas empresas brasileiras de engenharia, muitas delas nossas clientes ou até mesmo concorrentes, combinada com o aumento das compras de equipamentos e módulos no exterior. Resumindo, estamos otimistas com a nossa capacidade de atender às demandas de nossos clientes, porém cautelosos devido à desaceleração recente do setor.

Você está substituindo um profissional bastante respeitado no mercado financeiro e que deixou um legado importante na Companhia. Como vê este desafio?

O José Luis Parma é uma figura emblemática na EBSE e sua trajetória se mistura com a própria história da empresa. Seu papel foi fundamental como Diretor Financeiro, na transição da companhia para esta fase que a reestruturou a partir do ano 2000, com a nova gestão capitaneada pelo Carlos Maurício e pelo Marcelo Bonilha.

A substituição se deu de forma tranquila, primeiro porque partiu dele se afastar do dia a dia da companhia para cuidar de assuntos pessoais e segundo porque ele continua nos dando suporte como consultor externo. Pessoalmente, tenho buscado complementar o bom trabalho que já vinha sendo feito com minha experiência passada, aliando austeridade na gestão do fluxo de caixa com aprimoramento dos aspectos de governança corporativa. Após quase cinco meses como Diretor Financeiro da EBSE, estamos começando a colher resultados animadores.

Como está o setor de óleo e gás?

Atualmente, o setor de óleo e gás é indiscutivelmente o mercado com maior demanda de investimentos no Brasil. Os valores a serem empregados pela Petrobrás no aumento de sua produção de petróleo com a exploração dos campos do pré-sal e na adequação e ampliação de sua capacidade de refino representam uma enorme oportunidade para os fornecedores nacionais de bens e serviços.

Entretanto, toda a cadeia de fornecedores brasileiros que investiu e se estruturou para este momento está vendo com muita preocupação as discussões recentes sobre possíveis alterações nas diretrizes do conteúdo nacional.

É fundamental que governo, clientes e fornecedores atuem juntos para não permitir um retrocesso deste mercado, que evoluiu tanto nos últimos anos, aumentando capacidade produtiva, desenvolvendo e absorvendo novas tecnologias de ponta e gerando milhares de empregos.

Fonte: Petronoticias