Desde sua fundação, há 50 anos, a ABEMI preza pela transparência, ética e integridade, e defende a livre concorrência, bem como incentiva a inovação tecnológica e melhoria dos processos produtivos em busca da competitividade coletiva. E continuará a agir da mesma forma, sempre respeitando seu código de ética, além de reconhecer seu suporte para o crescimento da indústria de infraestrutura nacional, principalmente para o setor de Óleo & Gás, combustível econômico do Brasil, que hoje passa por forte turbulência, a qual abre caminho para concorrência estrangeira.

Nas últimas semanas, diante de informações equivocadas, mal veiculadas e sempre sem apresentar documentos e provas, a ABEMI foi acusada de sediar reuniões de um suposto cartel e de ser responsável por alterações de normas contratuais da Petrobras. A entidade teria ainda, segundo alguns dos testemunhos, autonomia para aprovar ou não os contratos de prestação de serviços para a estatal, juntamente com outra entidade que também participa do grupo.

ESCLARECENDO OS FATOS

É de domínio público que a entidade, juntamente com a Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE), realiza reuniões com a Petrobras desde 2002. Trata-se de grupo de trabalho com temática técnica e normativa, sem autonomia ou autorização para ir além de sugestões. Muito menos aprovar mudanças.

Durante os últimos 12 anos, como resultado de 123 reuniões, foram produzidos 53 Comunicados e 108 Procedimentos de Execução de Obras. O objetivo desse grupo sempre se concentrou em buscar a melhoria das condições de execução de empreendimentos com foco na redução de riscos, custos e prazos. Vale ressaltar que centenas de profissionais e dezenas de associadas já participaram desse trabalho e todas as atividades  ambas as entidades estão devidamente registradas em atas.

POSICIONAMENTO DA PETROBRAS

Questionada pelo jornal Valor Econômico, a Petrobras Petróleo Brasileiro S.A. também se posicionou sobre o assunto. Confira na íntegra a resposta, publicada em seu portal na seção: “Petrobras Fatos e Dados” – de 24 março de 2015 sobre grupo o grupo de trabalho constituído com a ABEMI e a ABCE:

JVE – “Prezados, gostaríamos de saber se vocês querem se posicionar sobre o fato de o atual presidente da Abemi, Antônio Müller, ter dito à Justiça na última semana, na condição de testemunha, que havia reuniões entre empreiteiras e a parte jurídica da Petrobras para discussão de futuros contratos com a estatal. Essas reuniões começaram há 11 anos e contavam com a presença de representantes da diretoria jurídica da Petrobras e da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE).”

PETROBRAS – “A Petrobras, juntamente com a ABEMI e a ABCE constituíram um Grupo de Trabalho (GT) em 2002, e que possui mais de 150 empresas participantes, a fim de compartilhar conhecimentos e buscar soluções para os problemas enfrentados no processo de implementação dos grandes projetos. O GT busca soluções que possam ser compartilhadas por todas as empresas que prestam serviços para a Petrobras.

São discutidos temas como procedimentos técnicos, produtividade, tecnologias para construção e montagem e outros temas importantes para o relacionamento entre a Petrobras e as construtoras, tendo as soluções se mostrado benéficas na implantação do projetos.

O Grupo se reúne mensalmente desde sua fundação, e as deliberações do GT não possuem caráter vinculante, não havendo obrigatoriedade de implementação. Todas as deliberações e documentos gerados pelo grupo também passam por uma análise jurídica e técnica pela Petrobras, a fim de garantir a sua legalidade e aplicabilidade antes de serem implementados pela companhia.”

Obs: A reportagem do Valor Econômico (versão online) foi publicada na terça-feira (24/3).