A IMC Saste chega para a Rio Oil & Gas 2014, que começa nesta segunda-feira (15) no Riocentro, com grandes expectativas. Além de ter marcada para hoje a assinatura de um novo contrato com a Petrobrás, a empresa está com a agenda cheia de encontros comerciais para os dias do evento, que reúne toda a cadeia de petróleo e gás nacional e boa parte da indústria mundial. O presidente da IMC Saste, Sergio Salomão, contou que foi muito procurado por grupos internacionais em busca de participação no mercado brasileiro e já tem reuniões com sete empresas, de dois países, sendo um da Europa e outro da América do Norte. Salomão reconhece, como quase todos os empresários do setor, que o momento da indústria de óleo e gás nacional está complicado, com poucas oportunidades no horizonte, mas destaca que o braço de serviços de manutenção do grupo garantiu boa parte da carteira de encomendas. Agora a IMC já começa a desenvolver o planejamento para 2015, mas só deve concluí-lo depois das eleições, no final de outubro. A linha de atuação deverá se manter focada principalmente em atender à Petrobrás, mas buscará também a expansão para o setor privado, além de envolver um alinhamento com a Abemi, que está trabalhando para apoiar a exportação de serviços da engenharia brasileira.

Como está vendo o momento do mercado?

Estou sentindo o mercado bastante desaquecido, poucas oportunidades de negócio. Creio que seja um momento de reflexão e de aguardar os acontecimentos em vista da definição do próximo presidente. Essa é a minha visão. Nós da IMC, que trabalhamos muito com a Petrobrás, estamos vendo um desaquecimento, uma redução das oportunidades.

Ao que se deve isso?

São vários fatores. O primeiro deles é o momento político, em função da disputa eleitoral. Vejo também que a situação financeira obriga a Petrobrás a eleger os projetos mais prioritários entre os prioritários, que estão na parte de Exploração e Produção, e não das refinarias. Elas estão em compasso de espera, não tem nada acontecendo, e a empresa deve “priorizar as prioridades”, porque o recurso é limitado para a enorme quantidade de projetos em carteira. Acredito também que ela deva dar ênfase àqueles que estão em fase de conclusão, como a Rnest e o Comperj, para que comecem a gerar faturamento.

Quais as perspectivas de negócios?

Para nós da IMC, como a nossa firma é de médio porte e trabalhamos muito com manutenção, o mercado ainda se mostra bom. Temos uma parte de construção e montagem que está um pouco desaquecida, mas a de manutenção continua tendo uma boa demanda.

E com a Rio Oil & Gas?

Temos várias reuniões agendadas com empresas do exterior, e, pela demanda que tiveram da minha presença, acredito que os players estrangeiros ainda confiam muito no mercado brasileiro.

Vai se reunir com quais empresas?

Não posso citar os nomes. Só posso dizer que são de dois pavilhões estrangeiros que convocaram a direção maior da IMC para reuniões, tentando alavancar a posição deles aqui no Brasil através de uma empresa genuinamente brasileira. São cinco empresas de um país e duas de outro. Um é da Europa e outro da América do Norte.

Em 2012 vocês estavam estudando apostar no mercado externo. Como anda esse projeto?

Não avançamos no mercado externo por enquanto. A IMC Saste faz parte da Abemi, que está num processo bastante agressivo de explorar mais o mercado internacional, e nós vamos acompanhá-la, mas por enquanto estamos com as atividades focadas no Brasil.

Quais são os principais projetos da IMC Saste?

Vamos iniciar um contrato de três anos numa refinaria da Petrobrás, de valor expressivo, que deve ser assinado hoje. Faremos a manutenção de rotina das instalações mecânicas, elétricas, de tanques e esferas da refinaria. Também estamos para começar vários contratos de médio porte de manutenção para unidades da Petrobrás, então nosso backlog está razoavelmente atendido para 2014, embora tenhamos capacidade para atender uma demanda bem maior.

Pode citar alguns contratos em andamento?

Acabamos de assinar um contrato para adequação do parque de bombas da Revap, em serviço para a Transpetro. Também para gestão de armazenamento nas instalações da Petrobrás no Caju (RJ); assinamos alguns meses atrás um contrato de manutenção de tanques na Refinaria Landulpho Alves (RLAM); e outro que merece ser citado é um de manutenção na Refinaria Gabriel Passos (Regap), que é a continuação do que já vínhamos fazendo, dentre outros.

Como está o planejamento da empresa?

Já começamos nosso planejamento de 2015. Fizemos uma rodada em setembro e vamos concluí-lo depois das eleições, no final de outubro. Traçamos a nossa linha de atuação, sempre focando no atendimento ao cliente Petrobrás, que é nossa razão, mas também buscamos ocupar um espaço no mercado privado, focado em facilites.

Fonte: Petronoticias