Em 19 de novembro, o DECOMTEC lançou o Índice FIESP de Competitividade das Nações 2013 (IC-FIESP 2013). O IC-FIESP compara a evolução da competitividade de 43 países que detêm 90% do PIB mundial. O estudo foi tema de reportagem no Jornal da Globo da última terça-feira.

O índice é composto por 83 variáveis abrangendo fatores sistêmicos que são determinantes para o desempenho dos países. São analisados os esforços e os resultados atingidos e busca-se identificar as principais restrições ao crescimento da competitividade do Brasil e alguns fatores fundamentais para fortalecer o desempenho da indústria nacional.

No IC-FIESP 2013, que tem como base os dados de 2012, o Brasil obteve a 37ª colocação entre as 43 nações analisadas, uma posição acima da alcançada no ranking do ano passado. A nota brasileira subiu 1,1 ponto, de 23 para 24,1.

Entre 2000 e 2012, países desenvolvidos como Finlândia, Suécia e Japão têm perdido competitividade, apesar de ainda permanecerem entre os quinze mais competitivos pelo ranking do IC-FIESP. Por outro lado, países asiáticos como Coreia do Sul e China são destaque em ganho de competitividade.

Esse ano, o IC compara o desempenho brasileiro com um grupo de países que representa 76% da pauta de importação brasileira de bens manufaturados. São os países que concorrem conosco no mercado doméstico. Ao comparar o Brasil com esses países, verifica-se uma nítida desvantagem em competitividade em grande parte das variáveis analisadas, como carga tributária, juros e patentes, entre outras.

O IC-FIESP 2013 enfatiza dois dos principais obstáculos competitivos da indústria brasileira, o Custo Brasil e o câmbio valorizado, e mostra como eles contribuem para o crescimento das importações, a queda no emprego industrial e a redução na participação da indústria no PIB, comprometendo o crescimento econômico de longo-prazo do Brasil.

Clique aqui para acessar o estudo: Índice FIESP de Competitividade das Nações 2013

Acesse aqui a reportagem do Jornal da Globo (19/11/2013): Pesquisa da Fiesp coloca Brasil entre os piores países em competitividade

Cordialmente,
José Ricardo Roriz Coelho
Diretor Titular do DECOMTEC – Departamento de Competitividade e Tecnologia

 

Fonte: Fiesp