HOUSTON – A tradicional empresa Mendes Júnior esteve presente na OTC, com três executivos da área de óleo e gás, Luiz Fernando Pugliesi (foto), diretor comercial, Luiz Claudio Ribeiro, diretor de operações da área industrial e responsável pelo contrato do Integra Offshore, e Ruben Costa Val, diretor executivo da área industrial, para reuniões com companhias internacionais. A Mendes Junior, como todas as empresas brasileiras presentes, veio em busca de novas oportunidades, parcerias e novas tecnologias, tendo como um dos focos as refinarias Premium I, no Maranhão, e Premium II, no Ceará, que têm despertado o interesse de companhias estrangeiras. O PETRONOTÍCIAS conversou com Luiz Fernando Pugliesi, que esteve em Houston até o último dia da feira, e ouviu suas impressões sobre a situação atual do mercado americano, que abre muitas oportunidades com a expansão das descobertas de gás não convencional, o chamado shale gas.

A empresa está realizando neste momento alguns contratos para o setor de óleo e gás, mas seus principais são a integração de dois FPSOs replicantes e a interligação do Comperj, contou Pugliesi.

“A cadeia de óleo e gás – como vocês mesmos noticiam – vem sofrendo um pouco. Mas a decisão de ter ido, encontrar as pessoas, conversar sobre as perspectivas, foi uma decisão acertada. Gostei muito da feira e certamente o público foi bem maior do que nos anos anteriores. Foi possível sentir isso claramente. Em todos os dias, o movimento, as conversas, as solicitações que recebemos e até mesmo o número de empresas interessadas em conversar no Pavilhão Brasil, em busca de oportunidades, foi muito grande”.

Luiz Fernando também destacou a presença de empresas brasileiras, que este ano bateram recorde no número de participantes.

“Eu já tinha lido alguma coisa a respeito do comportamento do mercado americano, mas me surpreendeu com a pujança, localmente. Uma das empresas que nós conversamos – e me permita não revelar seus nomes, por estratégia de negócios, claro –, sempre manteve na carteira 15% de suas atividades totalmente voltadas para o mercado doméstico e 85% voltadas para o mercado internacional, fora dos Estados Unidos. Hoje, esse número desta companhia está meio a meio. Veja como o mercado americano está se recuperando. Isso por conta das plantas petroquímicas e seus investimentos nacionais, principalmente com o shale gas. Isso está movimentando muito o mercado por aqui e, de certa forma, pelo volume de negócios, nos surpreendeu”.

Pugliesi ressalta que muitas vezes as empresas brasileiras buscam oportunidades em outros países, mas não tentam os Estados Unidos, por acharem que já é um mercado saturado, com muitos participantes.

“As empresas estão sempre olhando para o mercado externo, para outros países do Cone Sul, ou para países da África, dos Emirados, naquela região e, de repente, os Estados Unidos, que têm uma importante posição no mercado mundial e que quase todos acham que está bem atendido, é na verdade um mercado que requer atenção. Que precisamos olhar bem, com muitas oportunidades”, disse.

Para 2014, por ser um ano de eleições, Copa do Mundo, as perspectivas para novos negócios não serão tão ativas. Pelo menos é o que espera o executivo.

 

Fonte: Petronotícias