A Odebrecht Óleo e Gás, fornecedora de serviços a empresas de petróleo, anunciou ontem, terça-feira (15), que o executivo Roberto Simões assumiu a presidência da empresa, em substituição a Roberto Ramos.

Simões era vice-presidente da OOG desde 2012 e já havia ocupado outros cargos executivos no grupo Odebrecht. Ramos, que presidia a empresa desde 2010, torna-se “senior advisor” no conselho da empresa.

A OOG espera faturar R$ 3,5 bilhões este ano, o que representa um crescimento de 59% sobre a receita de R$ 2,2 bilhões obtida em 2013. Hoje, a empresa responde por 2,2% da receita do Grupo Odebrecht.
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Em parceria com a francesa Technip, a OOG pretende conquistar uma das duas encomendas para navios plataforma para os campos de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, e Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio de leilão que está sendo preparado pela Petrobras e deve ser realizado no próximo mês.

A OOG já fornece uma plataforma à Petrobras, a Cidade de Itajaí, na Bacia de Santos. Outra unidade opera no Mar do Norte.

A empresa do grupo Odebrecht é responsável pela construção de cinco sondas de perfuração de poços do total de 21 da carteira de encomendas da Petrobras feita à empresa Sete Brasil.
A empresa de serviços de petróleo também mira clientes no mercado externo, de onde, planeja a empresa, deverão vir entre 10% e 20% de sua receita no médio prazo.

Segundo Simões, a OOG vê com grande expectativa o crescimento dos negócios da Petrobras com o pré-sal e com o recente acordo assinado pela petroleira com a União, mas disse que a fornecedora vai olhar os projetos “de forma seletiva”. “A quantidade de “bids” (leilões) a serem feitos pela Petrobras é enorme, mas vamos escolher as oportunidades que estão de acordo com nossa estratégia”, disse.
No próximo ano, diz Simões, encerra-se o ciclo de investimentos de US$ 5,5 bilhões, iniciado em 2007. “Já estamos revendo este número para definir qual será o investimento na próxima fase da empresa”. Esta revisão considerará as demandas da Petrobras.
A OOG também presta serviço para outras empresas de petróleo que atuam no Brasil, como Shell e Statoil.

Fonte: Folha de SP