A Petrobras instalou, no fim do ano passado, a primeira árvore de natal molhada (equipamento instalado na cabeça de um poço de petróleo, formado por um conjunto de válvulas operadas remotamente, para controlar o fluxo de fluidos como petróleo, água e gás dos reservatórios para a superfície) através de cabos no pré-sal. A principal mudança é o emprego do chamado navio de apoio a equipamentos submarinos (Subsea Equipment Support Vessel – SESV, na sigla em inglês) na instalação do equipamento em substituição aos tradicionais navios-sonda. Com ele, a economia de tempo foi de aproximadamente dez dias, gerando um ganho superior a US$ 5 milhões. O poço onde a árvore de natal foi instalada com essa técnica, denominado 7-SPH-2D-SP, está localizado no campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, a 2.130 metros de profundidade.

A operação, que consiste em descer e instalar a árvore de natal na cabeça do poço, através de um cabo controlado da superfície, foi feita pelo navio de apoio com o emprego de um sistema de orientação de equipamento submarino (soes). Esse processo de instalação substitui os navios-sonda, que têm taxas de afretamento muito mais altas. O SESV tem outras vantagens importantes em relação às tradicionais sondas. Para descer mil metros de coluna de duto (riser) em mar aberto, a sonda necessita de aproximadamente dez horas. Com isso, o tempo de descida para instalação de uma árvore de natal em poços com profundidade d´água de 2.300 metros dura, em média, 40 horas. O SESV está apto para fazer a mesma manobra em menos de quatro horas, devido à velocidade de lançamento e de recolhimento do cabo.

Essa tecnologia já é utilizada pela Petrobras para profundidades de até 2 mil metros. Após estudos de engenharia, foram feitas algumas adaptações no barco SESV Skandi Santos, permitindo que a embarcação faça a instalação de equipamentos em locais com até 2.300 metros de profundidade. Após o sucesso dessa primeira experiência, o uso dos SESVs consolida-se também no pré-sal, o que contribuirá para a redução de custos e do tempo das operações. A Petrobras já contratou um segundo navio do tipo SESV, que está sendo adaptado para uma profundidade de até 2.500 metros e que deve entrar em operação no segundo semestre de 2016.

O campo de Sapinhoá é operado pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (30%) e Repsol Sinopec Brasil S.A. (25%).

Fonte: Agência Petrobras